ICTIOFAUNA COMERCIALIZADA EM MANACAPURU: BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE EM DEBATE

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Danniel Bevilaqua
Ana Carollina Bezerra Silva e Silva

Abstract

A riqueza e abundância de peixes fazem do pescado a principal fonte de proteína na região Amazônica. Estudos indicam que 31 a 39 espécies de peixes representam os maiores volumes comercializados no Amazonas. Este estudo investigou a composição de espécies consumidas e estimou atributos ecológicos por meio de entrevistas estruturadas com comerciantes em Manacapuru, abrangendo feiras e supermercados. Foram realizadas 812 entrevistas, detectando 29 espécies de peixes das ordens Characiformes (64,04%), Perciformes (14,03%), Osteoglossiformes (12,32%) e Clupeiformes (0,62%). Unidades mistas de comércio somaram 1,11%. A família mais abundante foi Serrasalmidae (36,74%), seguida de Characidae (16,31%). As espécies mais comuns foram Colossoma macropomum (16,56%), Mylossoma aureum (15,81%) e Triportheus angulatus (14,69%). Os índices ecológicos mostraram alta diversidade e distribuição homogênea entre as espécies. Análises de agrupamento revelaram que supermercados formaram um grupo distinto, enquanto a Feira do Produtor e a Feira da Morada do Sol formaram outro, e as demais localidades constituíram um terceiro grupo. A comercialização ocorre predominantemente por indivíduo/cambada ou quilograma, com preços variando entre R$0,05 e R$60,00 conforme espécie e unidade. A pesca é realizada principalmente com malhadeiras (83%) em lagos (80,05%). Essas informações são úteis para monitorar espécies ameaçadas, combater o comércio ilegal e identificar preferências de consumo, sendo também um ponto de partida para introduzir novas espécies na piscicultura.

Article Details

How to Cite
Bevilaqua, D., & Bezerra Silva e Silva , A. C. . (2026). ICTIOFAUNA COMERCIALIZADA EM MANACAPURU: BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE EM DEBATE. Igapó Journal, 20(1). Retrieved from https://igapo.ifam.edu.br/index.php/igapo/article/view/725_vol20n012026
Section
Article
Author Biographies

Danniel Bevilaqua, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas - IFAM

Danniel Rocha Bevilaqua tem graduação em Engenharia de Pesca (2007) e mestrado em Ciências Pesqueiras nos Trópicos (2009) pela Universidade Federal do Amazonas (2007), Doutorado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior (2018) e Pós-Doutorado em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva (2024) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia/Universidade Federal do Amazonas. Atualmente é professor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) Campus Manaus Zona Leste, foi coordenador do núcleo de Bioeconomia do Pólo de Inovação/IFAM em 2024 e membro do Conselho de Ética no uso de Animais do IFAM e atualmente é membro da Câmaras de Assessoramento Científico da FAPEAM, também representa o IFAM no Conselho Estadual de Pesca e Aquicultura do Amazonas - CONEPA. Tem experiência em Genética Ambiental, abordagem espécies-específica: Barcode (sequenciamento convencional e PCR em tempo real - qPCR), e universal: Metabarcode (sequenciamento de nova geração). Pioneiro na utilização e padronização do método de DNA-ambiental na Amazônia para detecção e monitoramento da biodiversidade de organismos aquáticos e semi-aquáticos na Amazônia. Além disso, tem experiência em aquicultura e ecologia aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: piscicultura na Amazônia, ecologia aquática, dinâmica de populações e avaliação de recursos pesqueiros, experiência em aquaponia e aquicultura ornamental.

Ana Carollina Bezerra Silva e Silva , Universidade do Estado do Amazonas

Graduada em Ciências Biológicas - Bacharelado pelo Centro Universitário do Norte. Possui formação técnica em Recursos Pesqueiros pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM). Pós-graduanda em Ensino da Biologia pelo Programa UAB/UEA. Faz parte do Grupo de Pesquisa em Biologia Evolutiva de Peixes, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Atua como colaboradora na Coleção Ictiológica de peixes da Ordem Gymnotiformes do Laboratório de Fisiologia Comportamental e Evolução (INPA), realizando atividades de curadoria da coleção, organização e tabulação de dados, possui experiência em coletas de campo. Atualmente mestranda do PPG de Biologia de Água Doce e Pesca Interior - BADPI/INPA

References

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