ICTIOFAUNA COMERCIALIZADA EM MANACAPURU: BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE EM DEBATE
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Abstract
A riqueza e abundância de peixes fazem do pescado a principal fonte de proteína na região Amazônica. Estudos indicam que 31 a 39 espécies de peixes representam os maiores volumes comercializados no Amazonas. Este estudo investigou a composição de espécies consumidas e estimou atributos ecológicos por meio de entrevistas estruturadas com comerciantes em Manacapuru, abrangendo feiras e supermercados. Foram realizadas 812 entrevistas, detectando 29 espécies de peixes das ordens Characiformes (64,04%), Perciformes (14,03%), Osteoglossiformes (12,32%) e Clupeiformes (0,62%). Unidades mistas de comércio somaram 1,11%. A família mais abundante foi Serrasalmidae (36,74%), seguida de Characidae (16,31%). As espécies mais comuns foram Colossoma macropomum (16,56%), Mylossoma aureum (15,81%) e Triportheus angulatus (14,69%). Os índices ecológicos mostraram alta diversidade e distribuição homogênea entre as espécies. Análises de agrupamento revelaram que supermercados formaram um grupo distinto, enquanto a Feira do Produtor e a Feira da Morada do Sol formaram outro, e as demais localidades constituíram um terceiro grupo. A comercialização ocorre predominantemente por indivíduo/cambada ou quilograma, com preços variando entre R$0,05 e R$60,00 conforme espécie e unidade. A pesca é realizada principalmente com malhadeiras (83%) em lagos (80,05%). Essas informações são úteis para monitorar espécies ameaçadas, combater o comércio ilegal e identificar preferências de consumo, sendo também um ponto de partida para introduzir novas espécies na piscicultura.
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